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Texto sentido
Para Lau Siqueira
Um tênue manto envolve a pele do poeta. Tecido de palavras ditas e a dizer, esconde o corpo do poeta à cobiça da morte.
Engodo inconsútil, finge proteger das asperezas do mundo mostrando-se flagelo de enigmas claros e escuros.
O poeta não vê, não ouve, não cheira, não tateia nem sente sabor.
O poeta sofre o peso do seu manto e dele suga as palavras que matam a sua fome de sentido.
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